“… a natureza nos servirá de guia, e a função do terapeuta
será muito mais desenvolver os germes criativos
existentes dentro do paciente do que
propriamente tratá-lo.”

A Psicologia Analítica Junguiana enfoca nas experiências simbólicas da vida humana visando auxiliar o sujeito a buscar o que Jung chamou de individuação, que refere-se à realização de um maior grau de consciência em relação à totalidade das experiências psicológicas, interpessoais e culturais da pessoa. Junto com Freud, Jung reconheceu a importância das experiências iniciais de vida, e os complexos pessoais que surgem de distúrbios na vida da pessoa, todos os quais são encontrados no inconsciente pessoal. A visão particular, de Jung, no entanto, foi seu reconhecimento de que os indivíduos também são influenciados por fatores inconscientes que se encontram fora da sua experiência pessoal, e que têm uma qualidade universal. Esses fatores, que ele chamou de arquétipos, formam o inconsciente coletivo, o que da forma às narrativas mais universais, mitos e fenômenos culturais que moldam o contexto mais amplo da experiência humana. (IAAP disponível em: http://iaap.org/ )

O processo psicoterápico se destina a trazer fatores tanto pessoais quanto coletivos, para a consciência, permitindo que o indivíduo possa ver claramente quais forças estão em jogo em sua vida. Este é o processo de individuação que tem o objetivo maior de proporcionar ao indivíduo os recursos para moldar sua vida daqui para frente.

Como recurso para auxiliar na busca do autoconhecimento, a arteterapia é uma prática terapêutica que se utiliza de diferentes recursos expressivos para facilitar ao sujeito um contato com seu próprio universo imaginário e simbólico, possibilitando, dessa forma, novas descobertas e conhecimento de si mesmo.

A utilização das diferentes expressões artísticas facilita o contato com conteúdos inconscientes, propiciando experiências da fase pré-verbal, de modo a permitir a ampliação dos conflitos internos e uma (re)elaboração dos conteúdos, mesmo que o acesso a estes não se dê a nível da palavra (verbalmente).

Psicodrama

“Existem palavras sábias, mas a sabedoria não é suficiente, falta ação”
Jacob Levy Moreno.

“Drama” significa “ação” em grego. O Psicodrama pode ser definido como uma via de investigação da alma humana mediante a ação. É um método de pesquisa e intervenção nas relações interpessoais, nos grupos, entre grupos ou de uma pessoa consigo mesma. Mobiliza para vivenciar a realidade a partir do reconhecimento das diferenças e dos conflitos e facilita a busca de alternativas para a resolução do que é revelado, expandindo os recursos disponíveis para os enfrentamentos (FEBRAP).

O Psicodrama, com foco clínico, busca uma maior integração da relação do sujeito com sua corporalidade, possibilita uma maior interação com outras pessoas de forma espontânea e o processo permite um desenvolvimento da personalidade para lidar com os diversos desafios da vida, assim o espaço terapêutico também é um lugar possível para a pessoa encontrar e desenvolver suas potencialidades.